Em causa estão declarações do autarca, na última reunião do executivo, sobre a qualidade e valor das águas do concelho, distribuídas pela Cartágua. “Segundo as análises, nomeadamente da Autoridade de Saúde Pública e da APA, a água é muito boa”, disse Pedro Ribeiro na reunião de ontem.

“A própria Cartágua confessa que praticamente nem precisam de tratar a água. A melhor água do país está nesta bacia”, acrescentou o edil, que salientou os inúmeros prémios de qualidade ganhos pela empresa.

Contudo, estas afirmações não cairam bem junto dos cartaxeiros, uma vez que, em poucos minutos, foram vários os comentários nas redes sociais a criticar a opinião do presidente da Câmara do Cartaxo.

“Mentir é feio”, escreveu uma munícipe na rede social Facebook, prosseguindo ainda dizendo que “os cartaxeiros andam infelizes […] é só buracos [nas ruas], mataram o Cartaxo”.

“A água do Cartaxo é tão cristalina que mal a vejo a sair dos canos”, criticou outro munícipe, fazendo alusão ás constantes faltas de água no concelho. Outros cidadãos aproveitaram ainda a celeuma para criticar o excesso de calcário presente nestas águas, que, segundo os mesmos, já causou danos em equipamentos pessoais.

Sobre estas críticas, Pedro Ribeiro não teceu nenhuma posição sobre as mesmas.

Preço da água por metro cúbico é mais baixo que em Azambuja

O Correio do Cartaxo consultou o tarifário mais recente da Cartágua (de 2018) e verificou que, um utilizador doméstico, no primeiro escalão (com o consumo entre os 0 e os cinco metros cúbicos), paga, em média, 37 cêntimos por metro cúbico.

No concelho vizinho, Azambuja, um utilizador nas mesmas condições paga, em média, 77 cêntimos por metro cúbico, segundo o tarifário mais recente da Águas da Azambuja.

Já para os clientes não domésticos, dentro do primeiro escalão (dos 0 aos 15 metros cúbicos), o preço é 1, 21 euros por metro cúbico. Em Azambuja, este valor ascende os dois euros (2,14 euros para clientes não domésticos entre os 0 e os 25 metros cúbicos).

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