Segundo Filipa Veiga, presidente da Associação Tico e Teco, contactada pelo Correio do Cartaxo, “as pessoas neste momento não se podem deslocar às instituições, o que faz com que os donativos em géneros alimentares tenham baixado muito”.

Por isso, torna-se essencial que, quem queira e quem o possa fazer, passe, a partir de hoje, no Minipreço do Cartaxo e deixe um donativo em comida para gato ou para cão – neste caso, a comida de cão será doada ao Refúgio Animal Angels.

“O que necessitamos, sobretudo, é ração seca e húmida de gato”, explica a responsável pela Associação, que pede ainda o apoio de outras superfícies comerciais do Cartaxo.

Pode deixar o seu donativo no carrinho identificado neste estabelecimento, a partir de hoje. Relembre-se que, várias associações de apoio aos animais foram impedidas de realizar campanhas de recolha de alimentos, devido à pandemia provocada pela COVID-19.

Filipa explica ainda que a pandemia e o consequente confinamento que ela trouxe, foi que “os animais deixaram de ter os cuidadores mais idosos a alimentá-los”, juntamente com o fecho de restaurantes, que “levou a que os animais procurem comida noutras colónias. O facto de existir menos pessoas nas ruas também leva a que os animais se deixem ver mais e se espalhem mais”.

Já há pessoas a pedir ajuda à associação

Questionada se a redução de rendimentos com que algumas famílias se depararam este mês levou a um maior abandono de animais, a presidente da Tico e Teco diz que não, falando apenas em algumas dificuldades por parte de algumas famílias, que recorrem à associação “para ajudar com ração de cão e gato”.

Sem conseguir ajudar com comida de gato, já com a ração de cão “ainda estamos confortáveis, tendo ainda também para ajudar outras associações em caso de muita aflição”.

Adopções na Tico e Teco continuam e são feitas com “cuidado”

A presidente da Tico e Teco, situada em Vale da Pedra, acrescenta que têm tido uma grande procura de adopções, “sobretudo de gatos bebés”. Filipa acrescenta ainda que algumas adopções são feitas “com todos os cuidados devidos e a pessoas conhecidas ou recomendadas pelos veterinários”.

A razão prende-se com “o receio de serem adopções de impulso por as pessoas estarem em casa, e se arrependam quando a vida voltar a um pseudo normal”.

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