A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou a reabilitação do sistema de diques de Valada, uma obra que se estende por 24,5 Km e por três concelhos – Azambuja, Cartaxo e Santarém–, e que protege ainda três aglomerados populacionais da freguesia de Valada – Reguengo, Valada e Porto de Muge –, e 700 hectares de terrenos agrícolas de elevada produção ao longo de todo o ano.

O auto de consignação da empreitada desta obra decorreu no parque de merendas de Valada, no passado dia 12 de agosto.

A obra foi adjudicada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) à empresa Tâmega Engineering, S.A, por cerca de 530 mil euros e tem o prazo de execução de 90 dias a partir da assinatura do auto de consignação. “Na segunda quinzena de setembro decorrerão os trabalhos de maior expressão no terreno”, escreve a autarquia em comunicado.

Estes trabalhos prevêem o “reperfilamento e reparação do corpo dos diques, o preenchimento de cavidades, refechamento das juntas e reparação e substituição das portas de água, conforme foi explicado pelo vice-presidente da APA, Pimenta Machado”.

O presidente da Câmara Municipal, Pedro Ribeiro, destacou a importância da obra por ser “investimento na segurança de pessoas e bens, mas também pela sua relevância para as empresas que desenvolvem a sua atividade nas terras férteis de Valada”.

Lembrando que este ano “se assinalam 40 anos sobre a cheia de 1979, catástrofe que tanta perda trouxe ao nosso território e às nossas gentes. Congratulo-me que possamos associar esta data a um investimento superior a meio milhão de euros, cujo objetivo é reforçar a segurança de quem aqui vive, aqui trabalha e aqui investe”, explica o edil, citado na mesma nota.

Para o autarca, a segurança da população, dos seus bens e dos seus investimentos, “é a primeira missão que cabe a quem decide, quer seja na administração local, quer seja no governo”, afirmando que a segurança é também “fator de desenvolvimento económico e condição para o crescimento, num território com fortes potencialidades quer agrícolas, quer turísticas – como é o caso da freguesia de Valada”. 


Pedro Ribeiro quer também obras na Ponte Rainha Dona Amélia e no Viaduto de Santana, bem como revisão do Plano Diretor Municipal

Ainda na mesma cerimónia, Pedro Ribeiro apelou ao secretário de estado e aos representantes de instituições presentes, para que “possamos garantir também a urgente intervenção na Ponte Rainha Dona Amélia e no Viaduto de Santana, cujas limitações penalizam o crescimento da atividade económica. Neste território, a riqueza natural e o trabalho árduo dos nossos agricultores e empresários, não têm a resposta adequada nas infraestruturas que os deveriam servir”. 

O presidente da Câmara Municipal deixou também um apelo ao governo para que Valada possa contar com um Plano Diretor Municipal (PDM) que contribua para inverter o recuo demográfico e permita a projetos que, “respeitando o ambiente, se possam aqui desenvolver e criar riqueza”.

“Nos censos de 1981, a população de Valada era superior a 2 mil pessoas, hoje, é pouco mais de 700 pessoas”, afirmou, garantindo que “sou dos autarcas que defendem uma gestão territorial responsável. Defendo que a REN deve ter gestão nacional, porque é património nacional. Para Valada, o equilíbrio ambiental e a preservação da biodiversidade, são essenciais, também por isso, o PDM proposto pelo município e em apreciação pelas entidades responsáveis, prevê pequenas alterações, que não porão em causa os equilíbrios que nos diferenciam, mas que permitem ao território ser atrativo, quer para o investimento empresarial, quer para a fixação de população, sem os quais, será um território amordaçado”.

Fonte: CM Cartaxo
Imagem: Google/Direitos Reservados

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