A partir de um incidente verídico, Do Alto da Ponte centra-se em Eddie Carbone, um estivador que vive com a sua mulher Beatrice e a sobrinha desta, a órfã Catherine. O conflito surge na família com a chegada de Marco e Rodolpho, sobrinhos de Beatrice, vindos de Itália, que entram nos Estados Unidos clandestinamente, em busca de um futuro melhor. Enquanto Marco se relaciona bem com Eddie, por ser do tipo machista, Rodolpho, que canta, dança e costura, incomoda o tio, especialmente quando se apaixona por Catherine. Estão lançados os dados para uma sucessão de atos trágicos quando Eddie, de origem siciliana, se sente obrigado a defender o que entende ser a honra da família, e acaba por denunciar os sobrinhos às autoridades.
A ação da peça decorre num tempo em que o seu autor vivia uma fase mais desiludida com a política norte-americana, no auge da época que ficou célebre como a “caça às bruxas” do macartismo (1950/1956), patente na política anticomunista do senador Joseph McCarthy, em que se cultivavam as delações das chamadas atividades comunistas, junto do Comité das Atividades Antiamericanas, perseguindo cidadãos e arruinando os seus projetos de vida.
Este é para já o inicio de uma peça de Arthur Miller que Rúben Gomes, Joana Bárcia, Américo Silva, António Simão, Nuno Pardal | Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz e Pedro Domingos | Encenação Jorge Silva Melo | Produção Artistas Unidos numa coprodução com Teatro Nacional São João, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Viriato, vão apresentar no Centro Cultural do Cartaxo.

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