2 fevereiro 2018

Pedro Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo

 

Com o ano a começar, Pedro Magalhães Ribeiro recebeu o Correio do Cartaxo para uma conversa sobre os projetos e aspirações do concelho a curto e a médio prazo.

“Quanto maior for o número de órgãos de comunicação social, enquanto democrata acho que mais voz é dada às pessoas”. É desta forma que Pedro Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, nos recebe e nos dá as boas-vindas ao concelho que governa. Dar voz às pessoas é, aliás, um dos objetivos de Pedro Ribeiro para este mandato. “Se eu me sentir parte de algo, se eu for chamado, se a minha opinião for ouvida, eu vou estar mais mobilizado para prosseguir um determinado objetivo por me sinto parte dele”, considera. Talvez por isso se justifique o crescente movimento associativo que o concelho tem vindo a registar, apesar da crise que a autarquia enfrenta. “Tivemos que chamar as pessoas e traduzir-lhes aquilo que estávamos a passar, que era impossível dar apoios do ponto de vista financeiro. O verdadeiro espírito associativo veio ao de cima, as pessoas deram as mãos e trabalharam para angariar as verbas para fazer face às suas atividades”. A circunstância que a câmara atravessava foi clarificada, puseram-se as cartas em cima da mesa, e o associativismo, que aqui é “fortíssimo”, não morreu. Pelo contrário, revitalizou-se. O autarca, reeleito pela lista do Partido Socialista, apelida os anteriores quatro anos de “completamente loucos”. De facto, Pedro Ribeiro e o seu executivo estiveram à frente de uma câmara que tinha um lugar no pódio das mais endividadas do país. Agora, para os próximos quatro, a palavra de ordem é “investimento”. “Tivemos que direcionar uma boa parte [dos recursos] para o pagamento de dívida, e muito pouco para investimento. Este mandato, este e todos os mandatos autárquicos a nível nacional, vai ficar marcado pelo grande impulso dos fundos comunitários no âmbito do Portugal 2020”. Nessa perspetiva, define três vetores de intervenção prioritários: a eficiência energética, a regeneração urbana e a educação. Atuar na rede de iluminação pública, estender as ciclovias e a construir um centro escolar, em Pontével, são algumas das medidas. Investir nas águas e saneamento é também uma medida apontada pelo presidente. “Temos uma boa percentagem de população do nosso concelho, que é embraçoso, que não tem ainda o seu saneamento devidamente tratado. A boa notícia é que a partir do verão deste ano, duas das três ETAR estarão concluídas, que vão servir uma grande parte desta população, portanto o concelho fica a níveis de 90%”. Pedro Ribeiro mostra-se, nas palavras e nas ideias, atento ao que se passa à sua volta. Está consciente do potencial de desenvolvimento que a sua terra tem e não o despreza. Tem, por isso, no relançamento do projeto “Cartaxo – Capital do Vinho” um dos projectos “âncora”, em que a ideia não é assumir a capitalidade pela quantidade e qualidade do vinho que o concelho produz. É, por outro lado, assumir esta marca, “muito reconhecida ao Cartaxo”, como uma “identidade natural do concelho, que esteja todo virado para este grande chapéu que é o Cartaxo – Capital do Vinho, onde naturalmente cabem as dinâmicas do enoturismo”, mas também do comércio e dos produtos regionais ou das coudelarias e dos criadores de cavalos, por exemplo. No fundo, “é o concelho querer assumir-se como o ‘Ribatejo às portas de Lisboa’, potenciando e valorizando, quer do ponto de vista turístico, quer do ponto de vista ambiental, social e patrimonial, a relação com o Tejo”. Acredita que esta fórmula, aliada à ruralidade que caracteriza a região, pode trazer uma oferta diferenciadora e que “é pela diferença que as pessoas podem vir aqui”. Os planos são ambiciosos e o autarca mostra vontade em querer concretizá-los.

A redação

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